domingo, 10 de janeiro de 2010

Observador




Te observo, como um especialista



observando arte...



Te olho como um admirador



da natureza...



Te cheiro como se fosse



uma flor






Te acaricio como se tua pele



fosse seda rara...



Te contemplo como se fosse



o único anjo do paraíso...



Te venero como se fosse



única!






Te dirijo a palavra como se fosse



uma dama da corte...






E te amo



como se fosse minha!






Mas apenas fico aqui



a te observar, e imaginar que um dia poderia ser minha...



Admirando seu singelo ar de ternura!

sábado, 9 de janeiro de 2010

" não sei pq não conssigo viver sem vc"...

" tudo que vc faz é lindo..tudo q vc faz é certo"


"existe algo em vc não conssigo saber..."


" muitas coisas que qro dizer... não estão saindo de mim..."

Minha arte Viva...(Brincando de Deus)




Por trás das minhas mãos silenciosas e rudes



cresce um toque um sentimento lindo e inusitado!






Enquanto, teço seu ser, por entre minhas mãos deixo escapar sentimentos puros.






Prazer, desejo!



Fim e começo...






E só para ganhar mais formosura



resolvi fazer de tua vida lembranças puras



Doces lembranças tristes e de ternura...






Dei-te o livre arbítrio!



Para escolheres o rumo de sua "rua"



Antes de deixar partir minha arte ao mundo



Antes; em meio ao lúcido abandono



silencioso ficou meu ateliê de artes "homos"



Então por verés que agora és luz e escuro



desprendo-me da "filha" do meu sangue



e da ferrugem simples de meus ossos...



E deixo-te partir...






Ai, novamente reúno a argúcia dos meus dedos



e a precisão astuta de meus olhos e faço nova arte...



Brincando de DEUS!



Sem me tornar de vocês



dono...

Um Dia...



Vejo em seus olhos


o nascer da noite profunda!


E o clarear da manhã que revive


em tua clara face.




Dai tal encanto e desejo


de te amar no escuro e amargo desespero!


Onde um ser terrestre e mortal


Ao sentir o céu com chuva e vento,


Encantado quer fazer morada


em teu coração a todo momento...




Tão linda és aos meus olhos;


Não se apalpa, é só desejo.


Infelizmente em teu coração não moro!


Mas é lá onde iludido...




Um dia me vejo...

Ruínas



É como se fossem ruínas,


mas não de muros ou casas.


São ruínas de sentimentos antigos;


Que o tempo não apaga!




E lá um vivente;


Frequentador das ruínas da paixão;


jogava ao ar um desejo, ou outro sentimento alheio


Mas guardava os menores anseios


onde a vida morava e o amor nascia por


derradeiro...




Passeia pelos campos e os despreza


é porque sabe, com clara certeza...




O principio e o fim da coisa amada,


guarda pouco da vida


E se retém nas lembranças, na alma


ruínas reconstituídas


De uma vida não acabada...

Vampira



O que perco em luz, conquisto em sombras


E é da recusa ao sol que me sustento.


Preferindo a luz das estrelas que no clarear se escondem...




Por trás de seu "sorriso" nasce um mundo


escuro e inusitado...


Que deixa em saber se pelo seu olhar conquistador


Merece ou desmerece ser amada!




Sou então, em sombras de noite, exilada


para além do meu fim e meu começo


Frustrado...




E é isso talvez que quando se encantas


não se entrega, e me deixa a esperar teu


corpo rosado e vivido...




De fêmea esquiva;


que ao prazer de vida eterna se nega...


A deleitasse nos braços dessa vampira!

A navalha


Quando retornado a velha dor
A lembrança, vingança virou
A velha companheira de trabalho
Instrumento de realização tornou...

E no momento em que sentastes
no trono da morte...
Quando, pelo desuso ou uso da navalha
a barba livremente caminhar
E até o céus ou inferno levar-te
em silêncio se afastar

Estridente, talhado e singrado
a tua garganta, nas mãos do vingante
Arte saborosa virará

E a doce vingança; ele saboreara
Com os respingos, de sua obra
Admirando sua amiga
A sua amada vingar
...